Trilha de fé e natureza: Associação Caminho da Fé é reconhecida em Prêmio Nacional do Turismo

Premiação reforça papel do Caminho da Fé na integração de comunidades e na valorização da Serra da Mantiqueira

Atualizado em 09/12/2025 às 18:12, por Igor Savenhago.

Percurso sai de Águas da Prata e segue até o Santuário Nacional de Aparecida. Foto: Wikipédia

Em cerimônia realizada em Brasília (DF) no último dia 3 de dezembro, a 4ª edição do Prêmio Nacional do Turismo consagrou as iniciativas de turismo mais inovadoras, sustentáveis e de impacto social do Brasil. O evento reuniu representantes de todo o País — setor público, privado e terceiro setor — e avaliou 379 candidaturas em 12 categorias. 

Entre os premiados, foi homenageada a Associação Caminho da Fé. O projeto ficou com o 3º lugar na categoria “Trilhas de Longo Curso como Vetores de Desenvolvimento Turístico”

A importância do Caminho da Fé

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A trilha sob gestão da associação abrange cerca de 400 quilômetros. Sai de Águas da Prata, atravessa várias cidades nos Estados de Minas Gerais e São Paulo, e cruza a Serra da Mantiqueira até o Santuário Nacional de Aparecida. Neste ano, o roteiro foi oficialmente incorporado à Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso (RedeTrilhas), programa que busca estruturar e dar visibilidade a percursos de longa caminhada no Brasil. 

Esse reconhecimento oficial — e agora a premiação — reforça o valor da trilha como produto turístico singular, que combina espiritualidade, natureza, história e cultura, estimulando o turismo de experiência, atraindo peregrinos e caminhantes, e contribuindo para o desenvolvimento local das regiões por onde o trajeto passa.

O contexto da premiação

No conjunto de homenageados de 2025, o Prêmio Nacional de Turismo destacou projetos de diferentes perfis — desde economias locais e turismo sustentado até inovação digital, inclusão social e diversidade de experiências. A escolha de iniciativas tão variadas demonstra que o turismo brasileiro busca refletir a pluralidade de realidades e potencialidades do País.

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Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, o prêmio valoriza “criatividade, dedicação e soluções inovadoras” — especialmente em eixos como sustentabilidade, ecoturismo, turismo cultural e religioso, e turismo comunitário. 

Significado e impactos para o Caminho da Fé

Para a Associação Caminho da Fé, o troféu representa:

  • Reconhecimento nacional: confirmação de que o roteiro está entre os destaques do turismo brasileiro;
  • Maior visibilidade: com o selo da premiação e sua inserção na Rede Nacional de Trilhas, o caminho tende a atrair mais peregrinos, turistas de aventura e ecoturistas;
  • Potencial de desenvolvimento local: os municípios por onde a trilha passa podem se beneficiar com a demanda por hospedagem, alimentação, transporte e serviços turísticos — incentivando a economia regional;
  • Valorização de turismo sustentável e vivencial: em tempos de busca por experiências autênticas e contato com natureza e espiritualidade, “trilhas longas” como essa ganham força.

Infraestrutura e recomendações para peregrinos

  • Há hospedagens ao longo do trajeto — pousadas, hospedagens simples ou casas de família, conforme o ramal;
  • A rota é totalmente sinalizada: setas amarelas, placas indicativas, marcos a cada 2 km em muitos trechos;
  • Mochila: recomenda-se carregar no máximo cerca de 6 kg, com itens essenciais de higiene, roupas leves, protetor solar, capa de chuva e calçado confortável já adaptado aos pés;
  • Planejamento cuidadoso: sugere-se sair cedo, respeitar o ritmo próprio, hidratação, pausas regulares e evitar caminhadas noturnas, além de considerar clima, capacidade física e condições do terreno.

Significados para além da caminhada

  • Turismo religioso e de peregrinação: o Caminho combina fé, espiritualidade e peregrinação até o destino final, o Santuário em Aparecida — dialogando com a tradição de rotas de devoção;
  • Ecoturismo e contato com a natureza: a travessia da Serra da Mantiqueira, trechos de Mata Atlântica, vilarejos e paisagens rurais privilegiam o contato com natureza e simplicidade;
  • Integração cultural e desenvolvimento local: ao passar por inúmeras pequenas cidades, vilas e interior de SP e MG, o percurso estimula a economia local — hospedagem, alimentação, serviços de apoio, artesanato, comércio local;
  • Turismo de experiência e autoconhecimento: a jornada física e espiritual atrai quem busca desafio pessoal, reflexão, reconexão consigo mesmo e com a natureza.

Para mais informações, consulte o site oficial do Caminho da Fé, clicando aqui.


Igor Savenhago

Jornalista. Pós-doutor em Ciências da Comunicação, doutor e mestre em Ciência, Tecnologia e Sociedade. Tem experiências em jornais, revistas, rádios, TVs, sites e assessorias de imprensa. Ganhador de sete prêmios como repórter e editor, e 17 como orientador acadêmico.