Cidades da região têm PIB per capita maior que a média nacional

Espírito Santo do Pinhal se destaca, seguida por Aguaí, São José do Rio Pardo e São João da Boa Vista

Atualizado em 26/01/2026 às 09:01, por Igor Savenhago.

Espírito Santo do Pinhal ficou na primeira colocação entre as cidades da região. Foto: Prefeitura de Pinhal/Divulgação

A região turística Entre Rios, Serras e Cafés, que abrange 12 municípios no interior de São Paulo, tem mostrado resultados expressivos nos indicadores econômicos de 2023, com destaque para o PIB per capita — índice usado para medir quanto de riqueza uma cidade gera em média por habitante ao longo de um ano. Ele é obtido ao dividir o valor total de bens e serviços produzidos em uma localidade pelo número de habitantes, sendo amplamente aplicado em análises comparativas do desempenho econômico entre municípios, estados e países.

Os dados recentes mostram que municípios da região se posicionam de forma competitiva, em muitos casos acima da média nacional, de R$ 53.886,67, registrada em 2023 — um patamar que serve de referência para avaliar o nível de riqueza relativa das economias locais.

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No ranking regional, Espírito Santo do Pinhal lidera com R$ 68.194,87, seguido por Aguaí, com R$ 55.308,14, valores que superam a média brasileira. São José do Rio Pardo (R$ 55.109,14) e São João da Boa Vista (R$ 54.147,42) também se destacam por ficarem acima do índice nacional — sinal de uma capacidade produtiva considerável nesses municípios.

Ao comparar com o PIB per capita estadual, a região também apresenta números relevantes. O Estado de São Paulo, segundo dados oficiais, registrou em 2023 um PIB per capita de R$ 77.566,27, sendo o segundo maior entre as unidades da federação, atrás apenas do Distrito Federal.

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Outros municípios da região apresentam PIB per capita mais modestos, como Casa Branca (R$ 53.209,39), Divinolândia (R$ 47.372,66) e São Sebastião da Grama (R$ 46.152,32). Em cidades menores ou com economias mais especializadas, como Águas da Prata (R$ 36.960,06), Caconde (R$ 32.402,16) e Tapiratiba (R$ 30.353,14), os números ficam bem abaixo da média nacional — o que aponta tanto desafios quanto oportunidades para políticas locais que estimulem a geração de renda e atração de novos investimentos.

O PIB per capita não necessariamente reflete a qualidade de vida ou distribuição de renda, mas é um termômetro importante do desempenho econômico, permitindo comparações entre localidades com perfis distintos. Cidades com maior participação nos setores de serviços, indústria ou agricultura de maior valor agregado tendem a registrar números mais altos, refletindo maior produção econômica em relação à população residente.

A diversidade econômica da região — que combina agronegócio, indústria, comércio e turismo — influencia diretamente esses resultados, reforçando a a necessidade de estratégias integradas que favoreçam crescimento sustentável e distribuído em âmbito regional. 

Confira como ficou o desempenho dos municípios: 

Espírito Santo do Pinhal – R$ 68.194,87
Aguaí - R$ 55.308,14
São José do Rio Pardo – R$ 55.109,14
São João da Boa Vista - R$ 54.147,42
Casa Branca – R$ 53.209,39
Divinolândia – R$ 47.372,66
São Sebastião da Grama – R$ 46.152,32
Santo Antônio do Jardim – R$ 41.420,69
Águas da Prata – R$ 36.960,06
Vargem Grande do Sul – R$ 35.672,43
Caconde – R$ 32.402,16
Tapiratiba – R$ 30.353,14


Igor Savenhago

Jornalista. Pós-doutor em Ciências da Comunicação, doutor e mestre em Ciência, Tecnologia e Sociedade. Tem experiências em jornais, revistas, rádios, TVs, sites e assessorias de imprensa. Ganhador de sete prêmios como repórter e editor, e 17 como orientador acadêmico.